O torcedor palmeirense tem todo o direito de se sentir frustrado após o apito final na noite de 29 de abril de 2026. Jogando no estádio General Pablo Rojas, em Assunção, pela 3ª rodada da fase de grupos da Libertadores (Grupo F), o Palmeiras engoliu o Cerro Porteño, mas um gol contra na etapa final determinou o empate em 1 a 1.
A postura do Maior Campeão do Brasil fora de casa foi de manual. A equipe assumiu o controle da partida, ditou o ritmo e não demorou a ser recompensada. Aos 33 minutos do primeiro tempo, Jhon Arias encontrou Allan, que mandou para as redes e abriu o placar. A vantagem era mínima, mas o volume de jogo indicava que o segundo gol seria questão de tempo.
O Castigo e o Azar No segundo tempo, o Palmeiras continuou pressionando e empilhando chances. Contudo, o futebol costuma punir quem não mata o jogo. Aos 27 minutos da etapa complementar (72'), a infelicidade bateu à porta alviverde: o goleiro Carlos Miguel acabou marcando contra o próprio patrimônio, cedendo o empate de graça para os paraguaios.
Estatísticas de um Amasso Ingrato Os dados levantados pelo Porco Interativo escancaram o quão irreal foi o placar de 1 a 1, evidenciando o domínio total da equipe paulista:
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xG e Finalizações: O Palmeiras registrou assustadores 3.00 de Gols Esperados (xG), contra um inofensivo 0.49 do Cerro Porteño. O Verdão chutou 16 vezes (6 na direção do gol), enquanto os mandantes finalizaram apenas 8 vezes (3 no alvo).
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O Pecado da Finalização: A equipe palestrina criou 4 grandes chances de gol na partida, mas desperdiçou 3 delas. O time teve 23 ações com a bola dentro da área adversária.
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Controle Territorial: O Palmeiras fechou a partida com 66% de posse de bola e trocou 573 passes (completando 482), impondo seu estilo de jogo na casa do adversário.
O Nome do Jogo Vestia a Camisa Rival Se de um lado faltou sorte, do outro sobrou inspiração. O grande culpado pelo empate foi o goleiro Alexis Martín Arias, do Cerro Porteño. Eleito o Craque da Partida com a incrível nota de 8.9, o arqueiro realizou 5 defesas essenciais que frustraram o ataque palmeirense. Pelo lado do Verdão, o autor do gol, Allan, foi o melhor avaliado com nota 7.9, seguido pelo volante Marlon Freitas, com 7.6.
O resultado amargo serve como lição na Libertadores: volume de jogo não garante vitória se a bola teima em não entrar. O Palmeiras leva um ponto para casa, mas sabe que merecia e poderia ter levado os três.
